Ex-presidente do PROS é denunciado pelo MP após ser preso por suspeita de desvios do fundo partidário

O ex-presidente do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e ex-dirigente do Solidariedade, Eurípedes Júnior, foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por uma série de crimes, incluindo organização criminosa, apropriação indébita, furto qualificado mediante fraude de recursos do fundo partidário, falsidade ideológica eleitoral, e peculato eleitoral através do desvio e apropriação de recursos.

Eurípedes Júnior está sob prisão preventiva há duas semanas. Conforme investigação relatada pelo jornal O Globo, o esquema teria desviado cerca de R$ 36 milhões do fundo partidário, utilizando empresas de fachada. Entre essas empresas suspeitas estão consultorias, agências de viagens e até uma autoescola.

Segundo a Polícia Federal, das oito empresas investigadas, apenas duas apresentaram atividade empresarial real, enquanto as demais foram identificadas como instrumentos para lavagem de dinheiro, algumas compartilhando o mesmo endereço residencial do líder da organização criminosa.

Além disso, a investigação aponta que Júnior teria utilizado recursos do fundo partidário para realizar viagens internacionais com familiares para destinos como Dubai, França, Punta Cana, Miami, Orlando, México e Itália, além de um cruzeiro marítimo.

O inquérito também revela que Júnior teria esvaziado as contas do PROS quando foi destituído do cargo, transferindo valores para uma fundação onde ele e familiares tinham poderes de gestão e direção.

A PF destacou ainda que Júnior teria buscado assegurar crédito com uma agência de turismo registrada em nome de familiares para financiar suas viagens, evidenciando um intenso fluxo de despesas durante o período investigado.

Quatro dias antes de sua saída do PROS, Júnior teria ordenado o desmonte da sede do partido, retirando equipamentos avaliados em mais de R$ 15 milhões, incluindo um parque gráfico em Planaltina, Goiás, além de dez veículos, um helicóptero, aparelhos de ar-condicionado, computadores, sistema de energia solar e móveis pertencentes ao partido.

Em resposta, o Solidariedade afirmou que os fatos investigados são anteriores à incorporação do antigo PROS pelo partido e que aguarda o desenrolar das investigações para tomar as medidas necessárias, confiando na Justiça, no direito de defesa e no devido processo legal.

By Victoria Poletti

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